23 dezembro 2008

19 dezembro 2008

08 novembro 2008

A caixinha das recordações

O presente de Natal...

Sim, ela era minha amiga... Sim, era quase Natal. Estavamos no final do 1º período daquele ano lectivo, era já Dezembro... Sim, ela andava muito entusiasmada com um presente que estava a fazer para uma pessoa muito especial... Sim, eu pensei "Nunca ninguém estará tão entusiasmado nem terá tanto trabalho a fazer um presente com tanto carinho para mim"... Sim, ela mostrou-me a revista de onde estava a tirar o modelo, e pediu-me opinião. Perguntou qual era mais bonito para pintar. E eu pensava: "deve mesmo ser uma pessoa muito especial, para merecer tanto entusiamo".
E o tempo passou. O Natal aproximava-se. Estavamos já de férias. Tocaram à campainha. Fui abrir. Era a minha amiga. Trazia um saco com o meu presente de Natal lá dentro. Já não me lembro se esperei até ao dia 25, ou se o abri na hora, porque não estava embrulhado, estava só dentro do saco. Mas sei que quando o abri, e espreitei lá para dentro, o coração me caiu aos pés...


Lá estava ela...



a minha caixinha...


Era roxa e cor-de-rosa, e tinha corações cor-de-rosa e dourados, e bolinhas brancas... Feita com carinho, dada com carinho... Tenho-a guardada no meu quarto. De cada vez que a abro vem-me à memória esse dia.

Acredita, Rita, tenho saudades desse tempo...

E tenho também saudades de que as pessoas façam mais coisas com entusiasmo, com carinho, para os outros. Tenho saudades da amizade, da felicidade, de certas gargalhadas...

O tempo passa... As coisas mudam. As recoradações ficam.

23 outubro 2008

Palavras nossas



Apeteceu-me escrever.
Não sei porquê.
Apesar do cansaço, simplesmente
peguei na caneta e deixei-me levar pelas ondas
de palavras alegres e tristes,
que soavam como a maresia
numa manhã de Primavera.
Hoje vivo num barco que balanceia
Ao sabor dessas ondas.

Está frio lá fora.
Mas cá dentro o conforto suave,
A calma da lã que me abraça e aperta
De encontro aos teus olhos tristes.
Pelas frestas vem o vento,
E o teu olhar gela,
Nítido como o sopro do mar.
Posso senti-lo aqui
Como se de facto me estivesses a olhar.
Mas estás longe, e eu
Balanço. Ando de letra em letra.
Por entre as frases, à procura de ti.

Sei que te encontro em mim.
Escrevo e sorrio,
Porque no fundo sei que é em ti
Que me encontro.
Estás ali como eu estou.
Reconforto-me nas palavras nossas
Porque juntos as dissemos.
São nossas.
A.P.

07 outubro 2008

COMO EU ODEIO TRANSPORTES ESCOLARES, CRIANÇAS BARULHENTAS COM A MANIA QUE SÃO ENGRAÇADAS, NETS LENTAS EM TERRAS DE NINGUÉM E BARES DE ESCOLA


Bom. Talvez seja melhor abreviar o título apenas para "as coisas que eu odeio". Porque de facto existe uma série de coisas que me deixam completamente furiosa, e a lista cresce de dia para dia!

Para começar... os transpostes escolares... aliás, os transportes públicos em geral, mas de um modo especial os TRANSPORTES ESCOLARES. Ora uma pessoa tem de se levantar cedíssimo para apanhar um autocarro que vai cheio de putos, que ainda por cima às vezes vem tardíssimo... E, às horas de almoço e ao final da tarde, além dos PUTOS BARULHNTOS COM A MANIA QUE SÃO ENGRAÇADOS, uma pessoa ainda tem de ir em pé, ser esmagada e pisada inúmeras vezes, levar uns quantos encontrões e ainda conseguir agarrar-se e segurar as coisas com que tem de ir carregada... Do género, um miúdo vai sentado ao lado do outro, as suas tralhas a ocupar o banco atrás deles, em vez de lá poderem ir sentadas PESSOAS, e vão a falar, ou melhor, a berrar um para o outro, como se fosse intenção o autocarro inteiro ouvir! Eu pergunto-me... Se falassem num tom de voz normal, será que não se ouviam um ao outro na mesma, e escusavam de deixar o resto dos viajantes com um bela dor de cabeça?? E depois a parte dos encontrões e esmagamentos. Horrível. Uma pessoa vai a tentar agarrar-se e que as coisas não lhe caiam todas no chão. O condutor vai tão depressa nas curvas que quase se voa. Mais de metade das pessoas vão em pé, comprimidas que nem sardinha em lata. Vão uns putozinhos irritantes aos encontrões, de modo a dar cotoveladas, pisadelas e afins às pessoas que vão ao lado em sofrimento (do género, eu). E gente que nem se preocupa em tentar não ir para cima dos outros e deixá-los espaparrados contra uma janela. Como já disse, os miúdos em vez de falarem, gritam. Tudo isto junto, é um verdadeiro caos para quem só queria ir pra casa depressa, sossegado e em paz. A Marta e a Rita que o digam também. Não é nada agradavel levar pisadelas de putos armados em engraçadinhos, encontrões de gente completamente parva que ainda goza quando temos de gritar "com licença!!!" alto e bom som para que possamos sair daquele jardim zoológico móvel, cotoveladas, etc. Não é nada agradável, mesmo! É de se chegar a casa piurso. Quando se vai carregado com um saco de educação física, então, só apetece dar com ele numas quantas cabeças...

E depois de comentados os 2 primeiros tópicos do meu título, vem o 3º: NETS LENTAS EM TERRAS DE NINGUÉM. Resumindo: quer-se enviar um documento em anexo por e-mail, não se consegue. Quer-se ver um vídeo no you tube, não se consegue. Quer-se abrir um site em condições, não se consegue. Quer-se falar no MSN sem ir abaixo montes de vez, não se consegue. Quer-se postar descansadamente no blog, consegue-se apenas com muita paciência e esforço para não mandar o modem à parede. É que em terras de ninguém (sim, porque segundo as placas a terra em que eu moro é... não é. Deve ser a terra de ninguém...) quase não há sinal, com nets portáteis. São a maravilha das maravilhas modernas, sim, mas não numa terra chamada Venda das Raparigas, em que apenas apanha gprs e mal, que pertence a uma outra terra chamada Benedita, em que apanha bem, mas mesmo assim a velocidade máxima que atinge é uma treta comparado com as grandes cidades. Claro que tenho muito orgulho da minha terrinha! É a melhor do mundo! Mas para se ter uma net portátil, não, não é grande coisa...

4º... BARES DE ESCOLA. Uma pessoa vai lanchar num intervalo de vinte minutos. primeiro vai carregar o cartão, e espera numa fila onde bormalmente estão pessoas à frente que nem sabem que lá estão a fazer, porque chega a vez delas e tão lá que horas como se tivessem acordado de repente e estivessem na lua. Depois chega-se finalmente ao bar. Está uma montanha de gente lá enfiada, e tem de se esperar mais umas quantas de horas para finalmente chegar perto do balcão. Depois vêm uns engraçados armados em bons que se metem lá e não sei como nem porquê, são sempre atendidos primeiro com toda a naturalidade, mesmo que tenham atropelado duas dúzias de pessoas para lá chegar. Depois leva-se uma data de encontrões, tanto das pessoas que estão à frente a tentar sair da montanha de gente como dos que estão atrás, qunado somos nós a tentar sair. Excepto quando tivémos tanto tempo à espera para ser atendidos que já não há mais ninguém atrás, pois já passou tudo à frente, foi atendido primeiro e já basou dalí para fora enquanto outros continuam a morrer de fome à espera de ser atendidos. Ser baixinho também não ajuda muito. E quando estão quatro pessoas para atender, e quatro para ser atendidas, e mesmo assim tá-se lá que tempos, só dá vontade de saltar para dentro do balcão e servirmo-nos nós mesmos...

Depois há outras coisas que eu odeio, como colegas de turma armados em engraçados e a fazerem-se de vítimas. Como todos os miudinhos que andam pela escola e tratam os mais velhos de igual para igual, sem um mínimo de respeito. Como dias de chuva em que uma pessoa vai para a escola atafulhada em tralha. Como ser acordada aos berros... Enfim... E a lista vai crescendo... Há que ter paciância!

03 outubro 2008

Aulas, aulinhas!


Ora bem. Isto este ano é só surpresas...
As aulas começaram, e já lá vai quase um mês... Embora não pareça, já estamos em Outubro. E contudo, como a Rita dizia, no seu "resumozinho"zão ainda não estamos completamente atolados em trabalho! Se formos bem a ver, no ano passado, por esta altura já estavamos atafulhados de fichas, trabalhos de casa e afins. E mais. A matéria de matématica até tem sido agradável! (por enquanto...) Nem parece que estamos no 12º ano... Depois de termos ouvido tantos horrores de que é super complicado e blá blá. Ora, nunca pensei na minha vida que um bloco de 90 minutos mais uma aula de 45 a seguir, separados apenas por um intervalo, pudesse acabar por se passar rápido. E tanto a matemática como a português não chegamos todos ao final da aula com uma vontade tão grande de sair dali que só nos apetece correr em direcção à liberdade. Esquisito. Mais uma coisa a surpreender-me: não sabia que estudar Fernando Pessoa e seus heterónimos era tão interessante. Tem (ou melhor, têm) poemas tão bonitos! São realmente agradáveis de ler. Também me surpreende que a stora de Psicologia saiba fazer coisas fantásticas a computador, usando programas fantásticos, mas depois não perceba nada daquilo, e que faça power points a cor de rosa e vermelho, o que é deveeeras agradável à vista. E ainda me surpreende que, apesar de termos que fazer um portefólio, nunca tenhamos trabalhos de casa. Aliás, como já disse, que no geral não tenhamos montanhas de trabalhos de casa. Agora falando das outras disciplinas (este ano temos só 6!), a áres de projecto não se faz nada. Todas as semanas temos um projecto diferente que vai ser suuuuper fixe, mas afinal de contas na semana seguinte já está completamente fora de questão. Agora parece que finalmente ficou decidido irmos animar os meninos do centro com joguinhos e teatrinhos engraçados e educativos. Em biologia e geologia, não há aula nenhuma no mundo nem em planeta nenhum em que os alunos "maltratem" tanto a professora como nós... :) coitadinha... agora até está sem voz, e nós fomos tão maus e aproveitámos para não fazer nada na aula, e ainda gozarmos um bocadinho com o facto de ela tentar falar para nós e não conseguirmos perceber patavina do que ela dizia. A matéria, essa é uma seca. Geologia. Pedras, pedregulhos e calhaus. Nem sequer há experiências de jeito para fazer! Espero que venha rápido a biologia, para irmos estudar coisas giras e fazermos experiências engraçadas como abrir corações e ainda fazer explodir algumas tinas... e por fim. A maior das maiores surpresas do novo ano lectivo: educação física. "Professor José Vinagre? Oh não, vamos morrer! Ele é tão exigente! Vai-nos matar de cansaço!". E efectivamente mata. Estou toda dorida, nem me aguento nas perninhas... Nem eu nem o resto das meninas da turma, porque os rapazes, já se sabe, ah e tal sao todos uns grandes valentes-musculados-que fazem-montes-de-desporto-tipo-jogar-à-bola-ou-natação-e-nunca-se-queixam-de-dores-musculares-porque-são-muito-resistentes. E é assim todas as aulas, saimos de lá mortinhas de cansaço e dores nas perninhas e nas costazinhas. Mas as aulas são tão agradáveis. (o quê? eu a dizer que aulas de ef são agradáveis? Devo de estar doente.) Ou então são os efeitos de um bom professor que sabe motivar os alunos. Incrivelmente, explica bem, e em vez de testes manda fazer trabalhos. E eu que pensava que o stor a dar aulas era um bruto a dar ordens como se tivesse na tropa. Afinal, além de ser bom professor, até é carinhoso para as meninas... Sim, tem pena de nós... das nossas dorzinhas. E pela primeira vez na vida tenho um professor de educação física que nos consegue explicar bem o que devemos e como devemos fazer, na altura em que temos de o fazer. Ou seja, em vez de aulas teóricas secas e aulas práticas em que temos de aplicar a teórica por nós, dá a teórica enquanto fazemos a prática e assim as aulas tornam-se muito mais interessantes e produtivas! Agora percebo realmente como um professor pode ser motivador para os alunos, ou o contrário. Bons professores tornam as aulas mais agradáveis, e assim é mais fácil aprender, e dá mais gosto. As nossas aulas de educação física são um exemplo disso. Não é só por o professor ser giro que motiva os alunos. É porque explica bem. Puxa por nós, mas sabe fazê-lo. As aulas são muito cansativas, mas não são completamente secantes e detestáveis. Até nos apetece sempre ter educação física! Até porque é bom para a linha... :) E actividade física faz bemfaz bem à saúde.
Bem, está realmente a ser um bom início de ano. Espero que as coisas se mantenham assim... Assim sim, torna-se agradável estudar. Trabalho, mas não demasiado. O tempo chega para outras coisas. Que vem ai ainda muito trabalho, lá isso vem... Mas como também temos menos disciplinas, talvez não se acumule tanto... I hope so!

30 agosto 2008

Açores - o vídeo

De uma viagem, sobretudo uma viagem em que um grupo de jovens contacta com outro grupo de jovens, ficam sempre belos momentos. Tão belos que as palavras não chegam para descrever, principalmente quando foram passados nos Açores... Assim sendo, reuni num vídeo as imagens, para melhor tentar descrever esses momentos. Os dias passaram rápido, criaram-se relações impossíveis de descrever, as paisagens são únicas e, mais uma vez, indescritíveis. Saudades, ficam muitas. E vontade de voltar também.

video

Obrigado a todos por tão bem nos terem acolhido =)

Esperamos uma visita vossa. Um abraço.

25 agosto 2008

ANDAr a caminho da LUZ


Foi nos dias 19 e 20 de Agosto que um grupo de jovens se lançou mais uma vez na aventura de caminhar em direcção à luz.

Partindo do Centro Social do Entroncamento, cheios de vontade de caminhar, com a confiança de que do nosso caminho Ele é a meta, a primeira paragem foi logo na casa das irmãs, onde nos deram sumo e bolinho, e um geladito! Depois toca a apanhar o comboio, onde seguimos até Mato de Miranda. Daí até Santarém, o caminho foi feito apenas pelas nossas perninhas... Com paragens, como é óbvio. Em Pombalinho almoçámos num belo jardim, sempre em espírito de partilha, e também nos divertimos muito... Principalmente a Irma Ana Cristina, que tomou um belo de um banho de repuxo (mas qual é a ideia de regar um jardim àquelas horas?), e a Ana Rita, que esperou pacientemente pelo jogo que, afinal, não veio (juro que a culpa não foi minha!)... Depois foi tempo de reflexão individual. Durante 45 minutos tivémos um encontro com Jesus, que repousou e conversou conosco. E houve também tempo para algumas sonecas... Depois de o Senhor ter tocado a cada um de nós de forma especial, e passadas as horas de maior calor, era tempo de nos fazermos novamente à estrada. Sempre com pequenas paragens, para partilhar os resultados de conversas a dois, e preenchendo as conclusões numas pequenas placas. Ainda antes do almoço, logo à saida do comboio, fomos desafiados a juntarmo-nos à pessoa que menos conheciamos.



Mais à tarde, partilhamos experiências de oração e a vivência cristã, e ainda tivémos um momento de evangelização de rua, em que tentámos levar aos outros um pedacinho de Deus, através de Luiza Andaluz, perguntando se já alguma vez tinham ouvido falar, e tentando dar a conhecer mais sobe ela. A partir dai só parámos ja em Santarém. Começou a escurecer, a estrada não tinha iluminação... Mas nós só precisavamos de uma luz. Era já noite quando rezámos o terço. Depois, as pernas começaram a sentir o cansaço do dia... Pensei em desistir. Em fazer o resto do percurso no carro de apoio. Mas quando me perguntavam se "queria uma boleia" nem por uma vez exitei. Não. Não queria. Não iria desistir. Podiamos ver ao longe as luzes da cidade. Continuei a andar, mesmo indo no grupo de trás. E pedia à Ana Rita para cantar comigo. "O Senhor é a minha força, ao Senhor o meu canto. N'Ele está a Salvação. N'Ele eu confio e nada temo.". E assim fui caminhando, até chegarmos ao nosso "hotel", já à entrada de Santarém, onde nos deram uma saborosa sopinha. Apesar de dormir pouco devido a uma dores estranhas numa perna, no outro dia lá estava pronta para caminhar. Mas não falava muito, e mesmo com algumas bolhas nos pés todos partimos com a alegria de sempre. Depois veio uma subida, a minha pior inimiga. E foi ai que todas as mãos se me estenderam. Uns empurravam, outros puxavam, outros encorajavam com palavras. Obrigado a todos, por me terem apoiado! É bom ver que existem pessoas assim =). Já no topo, estivémos na igreja onde Luiza Andaluz foi baptizada, e mais uma vez tivémos oportunidade de reflectir, e depois de deixar a nossa impressão digital numa das nossas placas, com a certeza de que queremos continuar a caminhar em direcção à luz. Depois vimos a casa onde estão as crianças que as irmãs acolhem, na fundação Luiza Andaluz, e até conhecemos algumas delas. Depois, na casa onde viveu Luiza Andaluz, foi altura de nos encontrarmos com os participantes do retiro de silêncio, que como nós tinham estado a efectuar uma caminhada em direcção à luz, ainda que de modo diferente... e sem tantas mazelas no corpo. Então foi a altura do almoço... E para grande surpresa, até a sopa de feijão verde (a minha preferida) apareceu na mesa! À tarde, conhecemos um pouco mais da vida de Luiza Andaluz, através de uma espécie de teatro, e depois, na capela, partilhámos com os jovens do retiro de silêncio os momentos da nossa caminhada, e eles deram-nos a conhecer a deles, através das placas que tanto nós como eles tinhamos escrito. Juntas todas as placas e partilhado o que nelas se encontrava, foi tempo de as "desembrulhar" e ver surgir do outro lado uma bela imagem, que nos fez lembrar de que caminhamos ao encontro de Jesus, pois "do teu caminho, Ele é a meta".


Seguiu-se um momento de oração, na cripta onde estava sepultada Luiza Andaluz (era dia 20 de Agosto, aniversário da sua morte). Depois disto veio um belo lanche, que se assemelhava a um grande banquete! E depois vieram as despedidas... Como estava à boleia das irmãs fui das ultimas a vir embora... O que até deu jeito, porque assim tive tempo para entregar à irmã Mafalda um recado... (os meus amigos açoreanos depois vão perceber isto...). E assim chegou ao fim o encontro, de onde ficou uma grande vontade de continuar esta caminhada, sem medo, sem desistir... As dores já passaram, mas o resto, o que isto teve de tão bom... Isso ficou. Portanto, valeu a pena!




Para quem não sabe quem foi Luiza Andaluz, deixo um desafio... Procurem saber mais sobre ela! Talvez se surpreendam. Ela também andou no caminho da luz. E encontrou-a.

09 agosto 2008

Açores - Sempre no coração

Linda terra,
que Deus banhou de mar,
respira do oceano a pureza.
Ilha formosa,
tão bela és, São Miguel,
onde o ar é mais puro
e o céu mais azul.
És paz,
és amor,
és vida a despertar.
Não deixes nunca de ser
a ilha dos amores.
Terra de encanto,
terra do coração,
deixas saudades.
Vives em mim,
jardim de flores.
Oh, terra bendita,
não te esqueças nunca de mim.
Recebes com o coração,
és fogo, és paixão,
um caminho a percorrer.
Choro, choro de saudade.
Da ausência
dos recantos de paz.
A vida cresce em ti.
És e serás
sempre a terra
que fica gravada no coração.

08/08/08



Dedicado a todos os que tão bem nos receberam e acolheram na sua terra de braços abertos, como irmãos. Pessoal, foi único. Um grande abraço a todos, com muitas, muitas saudades. Muito obrigado por tudo! Do fundo do <3

Ilhéu de Vila Franca do Campo

Jardim Terra Nostra

14 julho 2008

A caixinha das recordações

A caixinha das recordações...




Eu tenho uma caixinha carregada de recordações. Nela pinto o futuro, o passado e o presente. Quando a abro, dela escapa uma magia única, mas real: a magia dos sentimentos e das recordações, de bons e de maus momentos vividos, de pensamentos que nos invadem a cabeça e nos deixam de uma forma estranha. Acontece que às vezes me sinto estranha, e não sei explicar porquê. Não sei o que tenho.. Apenas me sinto estranha. E é muitas vezes nesse momentos que pensamentos e recordações boas e más se apoderam de mim. Como quando abrimos um álbum de fotografias e sentimos aquela melancolia, aquela vontade de poder entrar para dentro da foto e viver tudo outra vez... Ou então, para mudar algo em que errámos e só depois nos apercebemos. Os amigos, a família, sentimentos como amor, amizade, saudade e esperança, tudo cabe na minha caixinha. Não é uma caixinha de sonhos, mas uma caixinha de coisas reais, e quando não são reais para mim, são reais para alguém. Quando abro a minha caixinha, choro e rio, sinto-me por vezes triste, por vezes contente, por vezes com saudades. E da minha caixinha vai sair, para que todos o possam ver, muitas coisas. Todos temos uma caixinha de recordações, alojada no nosso peito. A minha vai ser aberta. Vai ser um lugar de encontro. Partilhar. Relebrar. Esperar. Sentir. Esta é a ideia.

De volta!...

Bem, depois desta grande pausa acho que está na hora de por de novo mãos ao trabalho... E agora espero ver muitos comentários no que eu escrever!
E parece que está também na altura de andar pela blogosfera próxima a comentar nos blogues dos outros...
Bem, aqui vou eu...



(mensagem estúpida, esta, não é?)



Bem, para começar tive uma ideia...
Vou criar uma espécie de "rúbrica" chamada "A caixinha das recordações" (sim Ana Rita, inspiras-me mesmo sem querer, com os posts no teu blog =)).
Dessa "caixinha de recordações" vão sair muitas coisas... Algumas vividas, e que é bom relembrar, outras pelas quais não passei, mas tento imaginar o mundo de quem passa, e assim contarei histórias para fazer pensar e reflectir, para que ninguém se esqueça de como este mundo tem tanta coisa má e tanta coisa boa ao mesmo tempo...
Espero que os poucos leitores deste blogue gostem!

07 maio 2008

Palavras soltas




São apenas palavras,
Estas, que digo.
Sejam elas de amor ou de esperança
São apenas palavras...
Palavras vindas do coração,
Palavras que saem disparadas
E disparatadas
Sem ver onde atingem,
São tudo palavras.
Palavras escondidas por trás de um olhar,
de um toque, de um sorriso...
Palavras que enterro atrás de lágrimas,
Palavras que pulam e riem.
Apenas palavras...
Com que posso dizer
Amo-te, adoro-te, espero-te, confio-te,
Admiro-te, preciso de ti.
Ou descerver, apenas,
O raio de sol que por entre nuvens
Se solta e aponta,
Como um risinho feliz e ternurento
De luz e cor, brilhando
E aquecendo corações.
Palavras outras,
Ocas.
Por vezes acontece.
Saem-nos palavras soltas
Que sem dó nem piedade
Atingem quem não merece.
Afinal, ninguém merece.
As palavras de amor?
Que corram a sete ventos
Entre mares e tempestades
Para levar a Boa-Nova
De um sorriso.
As palavras de ódio...
Essas, que se escondam
Por trás dos rochedos
E fiquem lá para sempre
Enterradas.
Existem
Meras palavras,
Palavras de esperança,
Palavras únicas,
Palavras inventadas,
Palavras coloridas,
Palavras maltratadas,
Palavras desviadas,
Palavras engraçadas,
Palavras felizes,
Palavras passadas,
Palavras eternizadas.
Mas são tudo palavras.
Algumas,
Palavras são, apenas,
Mas com a força de um trovão,
Que iluminam, que incendeiam, que ardem,
Que ficam gravadas.
Outras, são apenas, apenas palavras.
Adriana Policarpo

15 abril 2008

VI Jornada Diocesana da Juventude

No passado Domingo aconteceu, no Bombarral, a VI Jornada Diocesana da Juventude!
Posso dizer que foi um dia divertido... A começar pela viagem... Sempre com muita animação, como não podia faltar aos elementos dos Grupos de Jovens Cristãos da Benedita. À chegada, apesar da chuva, lá fomos nós "pescar" os peixinhos, para ver qual o grupo a que estávamos destinados.. A quase todos nós calhou o grupo da alegria (pois calro, só podia.. ALEGRIA!). Fomos então para um bonito anfiteatro, ao ar livre, para ver a abertura, muito original, com um puzle de cubos que formava quatro imagens diferentes! Então partimos em caminhada pelo Bombarral, para participar nos diversos workshops. Ao grupo da alegria calhou o workshop da paz, onde estivémos 8 minutos de olhos tapados, ouvindo apenas sons de guerra, e depois de tirarmos as vendas, surgiram bonitas imagens de paz, o workshop do domínio de si, onde realizámos um engraçado jogo com nomes (e outras coisas!), e ainda o worksop da alegria, dom do Espírito Santo, onde, ao som da música ao vivo, todos escrevemos num papel uma tristeza, e depois queimámos.
Era então hora do almoço. No pavilhão mal se podia arrombar! Mas comida não faltava, em espírito de partilha, pois todos levámos qualquer coisa para partilhar. Segiu-se "alegria no espírito" com animação de um rancho folclórico, e depois a conversa com o Senhor Patriarca. Por último, a missa, que foi muito bonita! (parabéns ao coro, que cantou maravilhosamente :P).
Apesar do cansaço ao fim do dia, foi tudo muito bom! Sobretudo voltar a encontrar a Patrícia, a Inês e a Mariana, e ainda a Cláudia, ainda que num breve encontro na casa de banho...
Sempre alegre, como não podia deixar de ser, cá regressámos à Benedita, sempre prontos para mais actividades!






Podia ate falar um pouco do que temos andado a fazer, mas o tempo não mo permite... A todos do Grupo de Jovens, ou melhor, dos Grupos de Jovens, um especial abraço... ;)

Mais 24 horas

Mais um encontro 24 horas!
Como, sempre, não há palvras para descrever... 5 e 6 de Abril são dias, sem dúvida, para não esquecer. Mais uma vez nos reencontrámos, na Quinta das Tílias. Desta vez o tema tratado foi as comunidades. Realizámos uma actividade pela quinta, viajando no tempo, pelo mundo inteiro, convidados a descobrir várias comunidades e os seus modos de vida, exemplos a seguir. Antioquia, Cister, Moldávia e China, Andaluz. As quatro comunidades que tanto nos ensinaram. E ainda uma última comunidade, aquela que formamos todos nós, em união fraterna, sempre com espírito de partilha... E com este espírito jantámos. Depois bem que apetecia ir para a cama... Mas faltava ainda a oração da noite, muito bonita... Pena estarmos todos tão cansados. Ainda assim, vem ao pensamento o cântico"Caminha na luz, caminha na luz do Senhor...". Sete paragens, sete leituras do novo testamento, sete acções de encontro a Cristo. Todos passámos pela porta, todos partilhámos o pão, sempre levando conosco a luz, não só a luz das velas que levávamos conosco, mas uma grande luz no nosso coração, que cresce dia após dia.
No outro dia, a oração da manhã, o pequeno almoço, a missa... Sempre com muita riqueza... Depois um momento de reflexão, que faz sempre falta! Então chegou a hora de todos ajudarmos na preparação do almoço... Depois a foto de grupo... E a conversa sobre encontros futuros...
Pois, quanto mais se sabe, mais se quer saber... Assim é com esta luz. Uma vez iluminados, a luz aumenta no nosso coração, e mais longe a queremos levar! Por esse mundo fora, em comunidade, em partilha, com muito amor... Ai estaremos nós, prontos a levar essa luz.. Mas é preciso agir, não nos ficarmos pelas palavras!




Espero ansiosamente por dia 27, em Fátima. Lá vos encontarei!
Um abraço =)

26 março 2008

Amor e Liberdade

Uma vez que serviu para ajudar alguém, para fazer alguém compreender, achei que devia publicar aqui o meu trabalho de moral, sobre a Ressureição de Cristo, que mereceu uma nota de 20 valores... Pode ser que ajude a "iluminar" mais alguns coraçõezinhos... :)


A Ressurreição de Jesus Cristo e a Liberdade
Qual a sua relação?
Afinal o que é que a Ressurreição de Jesus, que nós, Cristãos, alegremente celebramos na Páscoa, tem a ver com a ideia de liberdade? Tudo. Jesus morreu por nós, na cruz, para nos salvar. Para nos libertar. Mas essa libertação não seria completa se ele tivesse pura e simplesmente morrido. Mas não. Cristo morreu, mas também ressuscitou. Voltou a viver. Passou da morte novamente à vida: a isto chamamos Páscoa.
Mas esta libertação é mais que uma libertação física. É a libertação do pecado. Jesus veio ao mundo para nos deixar o seu mandamento, para nos salvar. E disse-nos que nos amássemos. Deixou-nos exemplos de fé e coragem, mas sobretudo, deixou-nos o maior exemplo de como devemos amar: para lá da vida. Dando-nos a nós próprios. Ele deu-se por nós à cruz. Deu a sua vida. E tudo porque nos amava. E para nos mostrar que o amor é maior que todas as coisas, que tudo vence. E foi através desse amor que Ele nos libertou do pecado, do qual éramos “prisioneiros” desde os tempos de Adão e Eva, ou seja, desde o princípio. Pecamos porque somos humanos, imperfeitos. Magoamo-nos a nós, magoamos os outros, temos por vezes acções ou pensamentos pouco correctos. Mas o perdão é sempre possível, se nos arrependemos. E Deus perdoa. E ama-nos tanto que se fez homem, enviou o seu próprio filho, para nos mostrar que também nós devemos amar incondicionalmente. Pois só assim podemos vencer esse pecado de que somos escravos. Mas como fracos humanos que somos, que sucumbimos facilmente aos desejos, desistimos facilmente com as dores, e não conseguimos libertar-nos nós próprios desta “escravidão” da imperfeição humana que é o pecado, Jesus Cristo veio à Terra para nos salvar. Ao morrer por nós mostrou-nos o que é o verdadeiro amor. E ao ressuscitar mostrou que não nos abandonou. Que não podemos ter medo. Que não deixamos de existir por morrer. Que vale a pena dar a vida por alguém, pois não há maior gesto de amor que esse, e não há pecado que não seja vencido pelo amor. Quando amamos algo, alguém, tudo o que fazemos por esse alguém é no sentido de o ver feliz, não de o prejudicar. Porque, se amamos, não conseguimos fazer mal ao que amamos. A verdade é que como humanos todos erramos, todos pecamos. Mas se amássemos mais tudo o resto que a nós próprios, todos os nossos gestos e pensamentos seriam nesse sentido. Portanto, só pelo verdadeiro amor, que é maior que tudo, podemos vencer o pecado. Mas precisamente porque não é fácil, precisámos que primeiramente alguém o fizesse por nós. E não foi um alguém qualquer. Foi o próprio Deus que veio ao mundo feito homem. Jesus libertou-nos, ao morrer, sem ter feito nada para merecer tal condenação. Ainda assim aceitou tudo, e venceu tudo, ao deixar-se morrer na cruz, apesar da sua condição de Deus. Deus feito homem, para se assemelhar a nós, pecadores. Deu-nos esse exemplo de como devemos ser mansos, pois mesmo ao morrer não se revoltou contra essa injustiça, e deixou-se pregar na cruz, sem uma palavra de ódio, mas antes de compaixão, de amor. O verdadeiro amor.
Nós, na nossa condição de homens, é nos difícil compreender tal gesto de amor como dar a vida. Mas não há maior amor que dar a vida. Amar sem limites, incondicionalmente, aceitando tudo, mesmo a morte. Mas ao morrer, Jesus Cristo não nos abandonou. Antes ressuscitou para nos mostrar precisamente isso. Voltou a viver e fez-nos acreditar o sentido de amar assim. Porque amando… Amando podemos ser livres, de todas as maneiras! Todas as noções de liberdade, incluindo a condição de respeito pelos outros, são possíveis se amarmos o outro, incluindo aquele que passa ao nosso lado e nem sequer conhecemos. Já Santo Agostinho dizia: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos." E assim é, de facto. Quando amamos, todos os nossos frutos, tudo o que de nós provém, é amor. E gestos de amor não são maldosos. Só pelo amor podemos ser mansos como Jesus, e vencer o pecado. Ainda que nos custe, como homens, como pecadores, como não sendo perfeitos, devemos aceitar todas as dores com humildade, com amor. Amando tudo, amando todos, assim sim, podemos ser livres.


“Quem dá e se dá por amor não dá, recebe!”
Luiza Andaluz

Cântico do amor
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia. Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor.”
1ª Carta aos Coríntios, 13
:)

06 março 2008

Ama e faz o que quiseres




"Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos."
Santo Agostinho

25 janeiro 2008

O meu jardim

Passeio pelo jardim

O meu jardim
Tem muitas cores
Tem céu
Tem sol
Tem flores.
Jardim dos amores?
Não sei.

O meu jardim
Cheira a jasmim
A rosas
E a alecrim.
Ao calor de um olhar.
Jardim de encantar?
Não sei.

O meu jardim
Tem o som de uma canção.
O canto das aves.
Da águia, do cuco
E do gavião.
Jardim de emoção?
Não sei.

O meu jardim
É mágico.
Voam as borboletas,
A vida nasce,
A sombra das árvores refresca.
Jardim em festa?
Não sei.

Mas é o meu jardim!


By: me =)

P.s. - as fotos são mesmo do meu jardim!

18 janeiro 2008

24 Horas a Ver - a alegria do encontro

Ele está aqui! Ele esteve lá!... No passado fim de semana, em Fátima, no encontro "24 horas a ver". Momentos únicos, que ficarão para sempre nos nossos coraçõezinhos. Corações cheios, a transbordar... Assim dizia a canção... O Senhor me chamou... E os gestos, tão engraçados?! E eu estou tão feliz... E lá iamos crescendo na canção. E assim os nossos corações transbordaram... Transbordaram de alegria! Transbordaram de amor! E não crescemos só na canção... Crescemos na vida! Porque estamos sempre a aprender, e sempre a crescer... E eu, ali, sinto-o, cresci.
Na segunda-feira era uma pessoa nova, e nada, nada nesse dia me fez deixar de sorrir! Porque mesmo quando algo não está bem, é preciso sorrir para a vida.. Olhar para as coisas más e pensar... "não me vencem!". Olhar para a cruz e pegá-la com mais alegria ainda! E nesse dia nada me venceu... Senti-me cheia, e feliz. Senti-me viva, útil! Mas tão grande alegria dentro de mim teve, e tem, um grande motivo, pois claro... o encontro 24 horas a ver... O que se passou lá pra me deixar assim tão bem, tão feliz.. Bem, não foi nada de especial... À primeira vista.. Nem à segunda vista... Nem a uma vista superficial... Mas vendo com atenção, aquelas 24 horas foram tão importantes! Quem lá esteve sabe... Foi já à uma semana.. No dia 12, sábado... Eram 3 da tarde, chegávamos à casa Luiza Andaluz, na Rua do Anjo de Portugal, para dali a 24 horas irmos embora, mas levarmos muito dentro de nós! 3 da tarde... curiosamente, ou não, a dita hora da morte de Jesus. Chegámos, levámos as nossas coisas para os quartos (os tão engraçados quartos individuais, fofinhos e quentinhos, ligados entre si por varandas e casas-de-banho...) e depois fomos para uma sala, para começármos a cantar, a viver a alegria e partilhar emoções! Entretanto lá fui eu buscar a Ana Rita à porta, que coitada estava à espera da Ana Isabel, que já lá estava.. Depois, todos na sala, fizémos um jogo engraçado de apresentações... Uma pessoa começava, dizia duas vezes o seu nome e duas vezes o nome de outra pessoa do grupo, essa outra pessoa fazia o mesmo para outra pessoa... sempre enquanto batiamos nas pernas para fazer som... e assim lá começámos a fixar os nomes uns dos outros (eu tive a alegria de já conhecer quase toda a gente que lá estava.. )... Depois fomos para a outra sala, ter com a Irmã Mafalda, onde vimos as apresentações em Power Point das fotos dos encontros em que tinhamos participado antes daquele (porque este encontro era um "reencontro" de pessoas que já tinham ido a outros encontros). Depois conforme eram mostradas as fotos de cada encontro, as pessoas que tinham participado nele iam lá à frente para se apresentarem, falarem um pouco de si e do encontro em que tinham participado (no meu caso, a feira das opções 2007, e muitos outros antes desse... já estou a ficar velha nisto!). E com tanta animação o tempo passou, e lá fomos lanchar! Uns ficaram na sala, a comer umas bolachinhas, e outros foram à cozinha "comer um boi" (não é Sr. Aires? xD)...
Após o lanche vimos uma apresentação sobre Luiza Andaluz, a sua vida e obra e o seu carisma, e sobre a Família Andaluz... E depois aceitámos o desfio, e em grupos lá fomos fazer um "plano" de como "ser um andaluz". Oh que belos momentos em grupo... a trabalhar num computador, que era suposto ser portátil, mas o nosso não era, e que era suposto ligar, mas o nosso não ligava... E la estava a Irmã Ana Cristina a ajudar-nos, e a Irma Mafalda quase de gatas a trocar de computadores a ver qual ligava... Em seguida fomos jantar, depois fomos vestir casacos e buscar mantas, porque fomos para a rua rezar o terço, até à capelinha, onde estava a decorrer a procissão das velas... A tremer com frio, enrolados em casacos e mantas, mas valeu a pena chegar lá e ver todas aquelas velas e luzes, e dizer olá a Maria. Depois voltámos... (e quase ficávamos na rua porque a porta teve a inteligente ideia de não abrir!) e fomos ver um excerto de um filme sobre a última ceia e a traição de Judas, e as palavras de Cristo em agonia, traduzidas na oração sacerdotal, ponto de partida para a adoração ao Santíssimo que fizémos em seguida, desde aquela hora até à hora a que quisessemos ficar. Antes de deitar quem quisesse passava pela cozinha para beber um fantástico cházinho e comer qualquer coisa, e mesmo ai, quando não podiamos fazer barulho, a esperteza de minha pessoa fartou-se de rir porque não conseguia funcionar correctamente com o termo do chá, e deixou as bolachas com manteiga derreterem (Ok, esta parte não era para dizer =D). Mas depois disso, eu, a Ana Rita (a minha fada madrinha!) e a Ritinha Martins (que tem uma carinha de ursinho de peluche!) voltámos para baixo, para ficarmos por mais um bocado em adoração ao Santíssimo... Foi um momento muito importante, em que pudémos meditar, falar connosoco e com Deus... E mesmo cheia de sono, fiquei lá até às duas da manhã! Depois lá fui dormir que tava cansadinha...
No dia seguinte... às 8 menos 5 na sala! Levantar tão cedo, para ir à missa, na capela onde ainda cheirava a madeira nova! E o Sr. Padre, entusiasmado com tanta gente jovem naquele local, lá fez um discurso verdadeiro, em que nos aconselhou e disse coisas que, a meu ver, foram muito importantes, e muito bem ditas! E com um acordar tão cedo, depois veio um bom pequeno-almoço para consolar os estômagos! E em seguida fomos continuar os trabalhos em grupo, sempre com muita alegria,com o Daniel e o Aires sempre a fazerem-nos rir com as suas fantásticas ideias de produtos andaluz! ... E já estavamos quase para recorrer a cartolinas quando o computador lá ligou!... Embora tenha encravado enquanto faziamos o Power Point.. Mas isso são só pormenores! Depois fomos para a sala grande apresentar as nossas propostas de como podemos ser um andaluz, através das características do carisma de Luiza Andaluz, pondo em prática as nossas ideias. E depois a última refeição... Aquele almocinho! À tarde fizémos uma última oração, antes de ir embora, em que recebemos uma "bússula" que nos oriente sempre... Depois, às 3 horas, hora da despedida.. Abraços e beijinhos.. e muitas, muitas saudades!... De tudo e de todos...
E o fim-de-semana já lá vai...
Mas, o que fica? Muita coisa! As canções, cheias de palavras que dão sentido à nossa vida.. A diversão... tantos momentos de riso às refeições! Porque eu sou engraçada... e porque a Suse tem uma cara engraçada! Ahh que momentos... As palavras do Sr. Padre... as orações, tão vivas! A vida e testemunho de Luiza Andaluz, exeplo para todos nós como modelo a seguir, ainda que na nossa vida familiar, escolar, com os nossos amigos... É sempre possível por em prática os dons que Deus nos dá! Todos temos um papel... talvez já tenha até descoberto parte do meu... E as histórias da Irmã Ana Cristina... Tudo isto nos fez crescer... Me fez crescer! E no fim... Sabemos que "a vida está nas tuas mãos", está nas minhas mãos... Está nas nossas mãos! E como um pássaro, que não sabendo que era águia comia e bebia como galinha, não podemos ficar na gaiola, tentar voar uma vez, e desistir se não conseguirmos à primeira! Há que tentar voar de novo! A vida está nas nossas mãos! Está e não está, porque tudo depende de nós, e nós dependemos da vontade de Deus... Ele quer algo para nós... Então perguntamos "Senhor, Senhor, que queres que eu faça?". Mesmo sem obtermos resposta directa, Ele tem algo para nós! E então, a vida está nas nossas mãos! Em casa, na escola, a trabalhar, com amigos ou sozinhos, podemos SEMPRE fazer mais, ser mais! Seguir Luiza, ser família Andaluz. Todos podemos ser belos andaluzes! Em qualquer altura podemos seguir esse carisma, podemos servir, ser mais para os outros que para nós próprios! Pois é Jesus que nos diz: "Eu estou à tua porta a bater, se me abrires entrarei para ficar. Eu preciso de ti para valer, eu preciso de ti para enviar. Tu serás feliz se Me procurares, se Me abrires a porta do teu coração, se não esqueceres o Meu Mandamento. O amor total feito de perdão. Tu serás feliz se sentires que és chamado a servir um imenso povo, que sofre e que luta para ver o dia em que a terra tenha um rosto novo. Tu serás feliz se te abandonares. Decidires mesmo em mim confiar. Tenho-te guardado na palma da mão, Eu sou teu abrigo, Eu sou teu irmão. Tu serás feliz se souberes guardar a minha palavra como a criança que junto do pai sabe confiar, e p'la sua mão sem medo avança."

Pois eu quero ser feliz! A vida está nas minha mãos!


"A nossa vida está nas nossas mãos!"


Um grande abracinho a todos os que estiveram comigo, cheio de saudades! Estão aqui <3
Beijinho*