23 outubro 2008

Palavras nossas



Apeteceu-me escrever.
Não sei porquê.
Apesar do cansaço, simplesmente
peguei na caneta e deixei-me levar pelas ondas
de palavras alegres e tristes,
que soavam como a maresia
numa manhã de Primavera.
Hoje vivo num barco que balanceia
Ao sabor dessas ondas.

Está frio lá fora.
Mas cá dentro o conforto suave,
A calma da lã que me abraça e aperta
De encontro aos teus olhos tristes.
Pelas frestas vem o vento,
E o teu olhar gela,
Nítido como o sopro do mar.
Posso senti-lo aqui
Como se de facto me estivesses a olhar.
Mas estás longe, e eu
Balanço. Ando de letra em letra.
Por entre as frases, à procura de ti.

Sei que te encontro em mim.
Escrevo e sorrio,
Porque no fundo sei que é em ti
Que me encontro.
Estás ali como eu estou.
Reconforto-me nas palavras nossas
Porque juntos as dissemos.
São nossas.
A.P.

5 comentários:

  1. Por vezes é com as palavras que conseguimos suportar muita coisa :)

    Beijo meu ♥,

    A Elite

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  2. Cara Elite,
    as palavras podem sempre ter em nós dois sentidos. Por vezes são destruidoras, por vezes são criadoras. As criadoras são aquelas que nos ajudam a pensar positivo, e muitas vezes a suportar certas coisas. Algumas vezes, se não fossem as recordações de algumas palavras ditas, as coisas seriam bem mais difíceis. Neste caso, essas palavras ditas são, por um lado reconfortantes, e por outro inquietantes, pois trazem à memoria várias momentos de felicidade passados. Mas sem elas, talvez não fosse possível suportar a solidão daquele momento.

    Um beijo

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  3. Oh Adriana...

    Mais um poema tao tao tao lindooooo....

    A serio..Tens mesmo jeito! E que tal escrever um livro? =D Eu iria ser das primeiras a comprar.. com privilegio a autografo, e perfume de Amora! eheh

    Beijinho enoooorrrmeeeee@

    Quando das um "saltinho" ate Torres?
    Estou a tua espera!
    Vais ao Intra e Ve?
    Beijinho grande!

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