02 maio 2009

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Penso no que me disseste todos os dias. Coisas que parecem tão simples, tão pouco importantes, podem transformar-nos. E eu sinto! Não sei o que sinto, mas sei que sinto. E sei que quero encontrar, mas não sei ao certo o que procuro… Afinal, o que procuramos todos nós? Sei que posso e que tenho de fazer mais. Mas não sei por onde começar! Há coisas que custam tanto… Há dias em que parece que não somos ninguém no mundo. Há aquelas alturas em que tudo parece ser contra nós. Porque é que é tão difícil? Porque é que dói tanto? Não podia ser tudo mais fácil?...
Tantas perguntas, tão poucas respostas! Umas vezes quero seguir em frente, outras quero apenas ficar no meu canto. Muda tão depressa… Sei que não me posso deixar ir pelo caminho errado. Sei que é por outro lado o caminho certo! Mas que lado? Fizeste-me pensar, a sério que fizeste. Afinal, por onde queremos ir? Todos procuramos algo, mas nem todos sabem que procuram, e muito poucos sabem o que procuram. Queres encontrar? Só tens de seguir em frente, vais no bom caminho. Podes até ainda estar à procura, mas já foste encontrado. Eu não sei se já encontrei, mas tenho a certeza de que já fui encontrada. E isso provoca em mim um desejo tão grande de virar o mundo do avesso! Mas o mundo é tão grande, tão frio, tão difícil de mudar… Porque é que não nos querem ouvir? Custava assim tanto ouvir? Ou, pelo menos, aceitar opções diferentes? Porque é que o mundo nos vira as costas?! Não podemos deixar que isso aconteça. Preciso de força… Preciso de alguém que me entenda! Mas porque é que não há ninguém, porque é que está tudo tão vazio? Parece uma cidade deserta… Porque é que ninguém entende? O que sinto é tão grande, tão forte…
Oh, o que disseste fez-me pensar tanto. Podes nem te ter apercebido, mas tocou-me de uma maneira tão invulgarmente estranha! É tão… estranho… Sinto-me tão inquieta! Umas vezes sinto-me tão bem, outras tão mal… E tudo oscila tão depressa. Oh, porque é que não estás aqui? Tu e os outros… Porque é que não estão todos aqui? Não vão ficar longe, não do coração, não? Oh, preciso de vocês! Quero descobrir o outro lado da vida. Quero descobrir um mundo novo. Queres vir comigo, dar-me a mão? Vens comigo, vens?

01 maio 2009

25 abril 2009

21 abril 2009

14 abril 2009

Felizmente não morri!

S. Torcato, Guimarães - 08/04/2009


Não morri... não caí de nenhuma "ponte", nem tive um ataque cardíaco após o slide de 400 metros, cuja aterragem parece um choque de comboio...

À entrada do Vivapark

Dentro do parque, a paisagem

Lá em cima, o início do slide
As famosas pontes... Sim, andemos em cima daquelas ripinhas e cordéis. É claro que estavamos presos com o devido equipamento, por segurança... (os troncos que se vêem na foto não estão presos uns aos outros, apenas estão presos às cordas de cima... ou seja, quando se põe um pé em cima de um tronco... ele não fica propriamente no mesmo sítio...). Ui medo!

O slide de 400 metros, no final... Antes: medo! Durante: bestial! Um bocadinho fresquinho. Ao chegar à parte da travagem: ai não.. vou chocar, vou morrer, vou morreeer... ahhh (choque)... morri! No fim: Uff.. estou viva?! Foi brutaaaaal! E pronto, é mais ou menos isto que se sente... Pelo menos uma pessoa inexperiente como eu.


Eu e a Bianca :D


A paisagem...


No Porto, ao final do dia.
Foi um bom dia :)

10 abril 2009

Hoje vi...


Nunca tinha visto este filme, e quando vi o anúncio não me suscitou grande curiosidade. Mas acabei por ver e adorei *.*
Mostra-nos o quão grande é o poder da imaginação, e leva-nos a um mundo fantástico. Lembrou-me o que eu tantas vezes penso... através da imaginação podemos ser quem quisermos, onde quisermos...
Aconselho!

30 março 2009

And about crazy things?...


Conheço-te como a palma da minha mão. Cada linha do teu pensamento, cada traço do teu rosto, está gravado no meu coração. Se estamos loucos, que sejamos loucos, então, até ao fim, pois o que define os homens é a sua loucura.. Que sejamos loucos, meu amor, e louco faremos o nosso mundo. Quando um silêncio não bastar, gritaremos. Gritaremos até ensurdecer, ao coração, que de loucura bate sem saber. Porque somos importantes, sim, importantes, a ti contarei os meus segredos. Os nossos segredos.
Sim, meu amor, somos pequeninos no mundo, mas o nosso mundo é maior que qualquer outro, porque é um mundo feito de sonhos. Juntos voamos, mesmo sem tirar os pés do chão. E depois, olhamos juntos na mesma direcção, como um só. E viveremos cada dia como se fosse o último. Pois é, meu amor, fazes-me falta a cada segundo...


29 março 2009

Tempo voa...


Apercebi-me de que faltam pouco mais de dois meses para fazer os exames finais do secundário. Dois meses. Ou seja, quase nada. E pouco tempo depois provavelmente estarei a candidatar-me a uma universidade. Vai ser uma grande mudança, e começo a aperceber-me que falta mesmo muito pouco tempo. Não falta um ano, nem sequer meio, e ainda nem decidi para o que vou... Daqui a uns anos terei o meu emprego... Começo a aperceber-me de como é assustadora esta ideia. De como é assustador que o tempo passe tão rápido.

Damos por nós, e já não somos crianças. E algum tempo depois, já quase não brincamos sequer. A vida torna-nos sérios. Às vezes, demasiado sérios. Às vezes é bom brincar como crianças, porque lá no fundo todos continuam a ter uma criança dentro de si... Quando deixarmos até de sorrir, é bom pensarmos que a vida não foi feita para andarmos ai como fantasmas sérios e cinzentos, porque não somos fantasmas, mas pessoas, com sentimentos, com sorrisos...

19 março 2009

Coisas que me irritam I

Há coisas que me irritam profundamente. Uma delas é quando as pessoas reprovam uma atitude, mas no momento a seguir vão fazer exactamente aquilo que disseram reprovar, ou fazem aquilo que disseram que não iam fazer. Irrita-me!

É claro que pode acontecer a todos quando, por vezes, falamos sem pensar bem, ou só por falar, ou estamos numa situação em que achamos que não faríamos certa coisa, mas não sabemos porque não estamos no lugar dos outros. Mas a questão é quando alguém faz uma cena estúpida por uma coisa que acha mal que os outros façam, e no instante a seguir vai fazer... Ai, era um estalo! Há coisas que não se fazem. Irrita-me que as pessoas se contradigam em menos de dois minutos --'

E ainda se fosse um caso único, pronto, podia não ligar. Mas o pior é que há muita gente assim.
Dois casos em menos de 24 horas é dose. Bolas...

17 março 2009

Forever young

Let's dance in style, let's dance for a while
Heaven can wait we're only watching the skies
Hoping for the best but expecting the worst
Are you going to drop the bomb or not?

Let us die young or let us live forever
We don't have the power but we never say never
Sitting in a sandpit, life is a short trip
The music's for the sad men

Can you imagine when this race is won
Turn our golden faces into the sun
Praising our leaders we're getting in tune
The music's played by the mad men

Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever
Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever? forever young

Some are like water, some are like the heat
Some are a melody and some are the beat
Sooner or later they all will be gone
Why don't they stay young

It's so hard to get old without a cause
I don't want to perish like a fading horse
Youth's like diamonds in the sun
And diamonds are forever

So many adventures couldn't happen today
So many songs we forgot to play
So many dreams swinging out of the blue
We let them come true

Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever
Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever, forever and ever

Forever young, i want to be forever young
Do you really want to live forever?

(composição: Allphaville)

06 fevereiro 2009

Desafio

A Ana Rita passou-me um desafio que consiste em:

- Contar 6 coisas aleatorias sobre mim;
- Linkar a pessoa que me indicou;
- Escrever as regras do desafio no meu blog;
- Indicar mais 6 pessoas e colocar os links no final do post;
- Avisar as pessoas que indiquei, deixando um comentário para elas no seu blog.


Então aqui fica:
1 - Sou uma chata tremenda e insuportável. Às vezes (muitas) custa aturar-me. :D
2 - Embora não pareça, sou uma gulosa irreprimível. Adoro tabletes de chocolate, pão com doce, rebuçados, bolos (de pastelaria com folhados não)... Estou sempre com fome.
3 - Sou extremamente indecisa!
4 - Gosto muito de desenhar e pintar, e de fazer trabalhos manuais no geral. Sou bastante criativa.
5 - Gosto de fazer os outros sorrir, fazê-los ficarem alegres. Faz-me sentir bem.
6 - Sou muito, muito, muito lenta a fazer tudo... Enfim. Não tenho a culpa, sou mesmo assim! Mas quando faço uma coisa tento fazê-la bem feita. Em algumas situações costumo dizer: "ou se faz bem feito, ou não se faz".

E agora, por enquanto, não vou passar o desafio a ninguém. Se me lembrar de alguém depois aviso :)

Prémio (de há seculos...)

Há já mais de três meses este blogue foi nomeado pelo Nocturno com Gatos para a atribuição do Prémio Dardos. Assim, como devido (e que, por distracção minha, estava em falta) posso nomear mais quinze blogues para este prémio.


O prémio procura promover a confraternização entre blogueiros, constituindo o reconhecimento do valor que cada um de nós vem acrescentando à blogoesfera. Como quinze é muito, nomeio apenas dois (alguns que gostaria de nomear já receberam o prémio, pelo que penso que não faz sentido voltar a nomeá-los).
Aqui ficam os dois nomeados:
- Um pouco mais

03 fevereiro 2009

A frase da semana (passada)!

No Degrau, a Margarida:

- Deixa-me ir ali à outra mesa buscar a minha mala que deixei lá tudo. A mala, o soutien, as cuecas...!


(P.s.-Para que não hajam mal entendidos! "O soutien e as cuecas" foram a prenda de aniversário que lhe démos!)

Muahahahahhhhh!!

:D

31 janeiro 2009

Boa!...

Boa, consegui aceder à minha Internet de forma minimamente decente, e até consegui fazer download dos ficheiros de biologia...
O problema é que praticamente congelo, porque a parte de cima da minha casinha é gelada! Parece o pólo norte. Mas claro, não se pode ter tudo. Ou estou quentinha à lareira e tenho vontade de atirar com o modem da maravilha da net portátil à parede, ou então apanho um mínimo de rede que faça a internet funcionar bem, mas morro congelada...
Qual a melhor opção? (que tal melhorarem a rede aqui da zona, hein?! Assim já não precisava de morrer congelada se quero fazer downloads de ficheiros para estudar para os testes!)

15 janeiro 2009

Ir contra os valores

Todos nós temos certos e determinados valores. Todos defendemos coisas e condenamos outras. No entanto, nunca nenhum de nós poderá dizer que não fará o que quer que seja, porque na verdade não sabemos. A verdade é que há circunstâncias que levam as pessoas a fazer certas coisas que julgaram que nunca fariam. Pensamos que não faremos algo que vá contra os nossos valores, contra aquilo que defendemos. E julgamos os outros por o fazerem. Podemos jurar que nunca mataremos ninguém, mas não saberemos se isso será verdade, não sabemos se alguma vez por algum motivo nos veremos obrigados a tal.
Onde eu quero chegar, é que por vezes é preciso ir contra os nossos próprios valores. É claro que isso causa desconforto. Dói. Como é que podemos julgar os outros por terem feito o que quer que seja, se não estivemos na mesma situação? Como sabemos que não faríamos o mesmo, ou pior ainda? Não sabemos. Não podemos dizer que não o faríamos porque pura e simplesmente não sabemos. Muitas vezes fazemos coisas que não queríamos ou não desejávamos fazer. Como é que podemos saber que por uma vez não nos veremos obrigados a fazer as piores coisas? Aquelas que mais condenamos e que vão contra tudo o que sempre defendemos? Por muito que digamos que não, não sabemos. Não é possível, nunca, saber. É por isso que se costuma dizer "nunca digas nunca".

Um dia, bateram à minha porta. Era um homem. Tinha frio. Tinha fome. Tinha saído da prisão. Tinha morto um homem. Tinha acabado de cumprir a pena, encurtada por bom comportamento. Tinham-lhe violado a filha. Matou o homem que lhe tinha violado a filha. Tinha sofrido, na prisão, também ele coisas horríveis.

O que fariam se isto vos acontecesse?
Condenariam este homem?
Poderiam jurar que não fariam o mesmo que ele fez?
Será que até era um homem bom, e se viu a fazer uma coisa horrível porque as circunstâncias o levaram a isso?

Um crime é sempre um crime. As circunstâncias não justificam tudo. Mas e se um dia nos víssemos obrigados a fazer coisas horríveis? Se não quiséssemos, se sofrêssemos, mas ainda assim não tivéssemos mais nenhuma opção? Se não nos deixassem escolher? Se nos virmos de "mãos atadas?" Ou se nós próprios por algum motivo não reagíssemos como esperávamos reagir a uma dada situação? O que faríamos depois disso? Como nos sentiríamos?
Será que podemos perdoar alguém que fez algo que realmente condenamos?



Será que alguma vez nos veremos ir contra os nossos próprios valores?

19 dezembro 2008